sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Qual o seu ângulo?

Existem lembranças que surgem de repente na nossa frente, como alguém que passa em frente a nossa casa numa noite de segunda e te da um boa noite. Essas lembranças sempre se conectam a outras e sem percebermos, nos deparamos em uma sessão particular de regressão, que nos levam para todos os passados: o de ontem, o de hoje e o do amanhã. O tempo é feito o amor e o vento: nós apenas os sentimos na pele, e sentir já é uma grande justificativa para tudo. O que somos é garimpeiros de justificativas, de sentimentos sintéticos, de verdades analgésicas. Não é preferível sentir dor, por que a dor nos leva ao repúdio, e o repúdio nos leva a dúvida, seja ela crua ou mal passar, vai depender de como você queira ser servido. É preferível a ilusão do que a ausência de respostas, de verdades saídas do forno. Tudo menos o vazio, tudo pra que aja luz nos dias frios de julho, e dentro de nós. Mas será que pensamentos assim só não nos sobram quando estamos vazios? A solução é se esforçar em enxergar outros horizontes, outros olhos, pra que solidão não seja confundido com egoísmo. A responsabilidade pela duração de muitas coisas nessa vida é de responsabilidade nossa, e sem receio eu digo que, o que há de eterno e permanente em nossas vidas é de nosso mérito, em querer manter intacto a lembrança, a esperança, o sonho imenso. Amor, alegria, solidão e tantos outros sentimentos, são apenas formas de se enxergar a vida, sempre por uma nova ótica, um novo ângulo.

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